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terça-feira, 11 de agosto de 2020

(fragmento)
Eu não leio cartas esotéricas, não jogo búzios, não vejo coisas em bolas de cristal.
Eu leio vidas.
Sou um ladrão de ideias.  Transformo-as em outras ou as continuo. 
Talvez crie novas.
Sou parte da memória coletiva dos poetas (,,,) Ah, não escapam os que revelam pensamentos intrigantes, inteligentes,  inéditos.  Não escapam os ladrões de atenção, nas esquinas (,,,(
Talvez eu provoque sentimentos diversos ou nenhum, com minha arquitetura de palavras.
Sou um ser único, sou um ser múltiplo (...)
Sou um plagiador que não pode ser condenado.
(continua)
Jane Costa de Souza  autor

MINHA POESIA EM PROSA E VERSO blogspot
JANE COSTA DE SOUZA facebook autor
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(fragmento)
...

Andávamos no meio-fio
Você caiu
A enxurrada de lágrimas te levou
Ninguém ligou
 (...)
Vasculhei os bueiros
Neles me entranhava
Ficava na escuridão e te gritava
Ninguém ligou

(...)

Foi assim
Ninguém se importou
Que se danem
Nada me deram, nada me dão
(continua)
Jane Costa de Souza   autor

Vai-te esperança abandonada

 (fragmento)
...

Vai-te esperança abandonada

Não fiques em tristeza ensimesmada

Se não me lembras, enfim me esquecerás

Muitos virão para te acompanhar

Para vagar contigo no nada

Compondo   novos sonhos que nunca acordarão

Os meus se findaram na minha insônia eterna

Meus olhos não se fecham

Medo de não os abrir jamais

(continua)
 Jane  Costa de Souza   autor