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domingo, 30 de setembro de 2018

Passatempo
(fragmento)_
... a alma que meu corpo habita
... trafega entre siso e riso
... varre o lixo que a enxurrada deixa

Sabe a gota do meu olho
(...)
Que lava a visão corrompida

(...)
É minha parte humana
Que se diverte, para a alma dormir um pouco
(...)
Para aqui aguentar ficar


(continua)
Jane Costa de Souza  autor

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(todas minhas postagens são fragmentos; a íntegra será publicada em livro e online - imagens não produzidas por mim ou sob licença
Nos termo dos artigos L.111, 112 e 113 do código de propriede intelectual, estouou anunciando que meus direitos estão ligados a todos os meus dados pessoais (desenhos, pinturas, fotos, textos, música, lista não exaustiva) publicados nos sites de divulgação da minha obra. É proibido divulgar, copiar, distribuir, transmitir ou tomar quaisquer outras providências contra mim com base neste perfil e/ou o seu conteúdo. Para uso comercial ou outro do exposto meu consentimento por escrito é necessário em todos os momentos.
O conteúdo do meu perfil contém informações privadas. A violação da minha privacidade é punida pela lei (UCC 1-1-1-103 308 308 e o estatuto de Roma
(fragmento)
Vou abrindo  um mar revolto
Encontrando mais desconhecidos pedaços
Meus
Em fios d´água que nunca têm fim 
( continua )
Jane Costa de Souza    autor


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(fragmento)
Quando vens, o coração acelera
Um emoção incomum anormal
(...)
Vejo-me tonta, idiota, bestificada
Sou plana no vai e vem cotidiano
Mas vens e me transtornas
Ansiedade que me emburrece
(continua)
Jane Costa de Souza  autor

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(fragmento)
Ah, se o poeta não fabricasse verso
Não esceveria passados que os outros esquecem
O poeta é um anjo
O poeta é um demônio
Não se contradiz apenas se inverte
(continua)
Jane Costa de Souza   autor


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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Confissões
(fragmento)
Enquanto eles se casam, em mim  quanto descaso!  De fato entre noivos o  caso parece sério, mas como prefiro acasos, temo que o buquê arremessado venha parar nos meus braços e não naqueles que rezam por  laços.  Vou devolvê-lo à noiva para que ela tente uma sorte e não me destine um azar.
(continua)
Jane  Costa de Souza   autor

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Nós
(fragmento)
Minha menina (...)
(...)

Traze dois cálices e senta aqui comigo
Beberemos o meu vinho, há muito envelhecido

(...)
De gole em gole, saiba meu passado e me diz o teu futuro
Misturamos ideias, construindo fantasias
Onde você sou eu e eu sou você
(...)

Numa noite longe, aqui neste terraço
Verás uma luz brincando no céu, muito brilhante
(...)
Fui eu que passei e me lembrei a ti  naquele instante
(continua)
Jane Costa de Souza  autor


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sábado, 15 de setembro de 2018


Passatempo
(fragmento)
(...)
No esgoto da vida
E eu ali sbmersa
Xeque-mate, não tenho saída
Ou tenho?

Levanto a tampa de aço
(...)
Dou uma braçada de afogado
Ela se me abre
Saio
(...)
Os roedores sugaram meu choro sangrado

As feridas até já se fecharam
Largo o passado e abro os braços
(...)  foi tão fácil

(...)
Parece que quero rir
Ora, estou rindo
Estou vendo algo novo ali
Brilha, brilha, me chama meu nome
“Já estou indo”, digo
(continua)
Jane Costa de Souza  autor

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Impaciência
(fragmento)
(...)
Em quantos versos  já voei?
Não sei, são milhares
Em quantos versos o vento deles derrubou meu telhados?
Não sei assim de cabeça
(...)
Enquanto escrevo o mais esqueço
As cadeia de  palavras me fascinam
(...)
Voo para os meus pecados segredados
(...)
Esqueço de voltar
Até que uma palavra me puxa e salva-me a vida
Seduz-me dizendo que com com ela eu poderei  poetar
Acredito e me vejo com papel e lápis na mão
(continua)
Jane Costa de Souza  autor

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Impaciências
(fragmento)
O ocaso
(...)
Doeu, magoou
Passou
(...)
Ela cheirava impaciências
Desarquivava mixarias
Cobrava o que nem precisava
E nem sequer queria
(...)
Histórinhas de Lobo Mau
De Maria boazinha
Doava sem cobrar
Até cobrar que não lembrou

Caso encerrado
(...) não foi tão fácil
(...)
Tomar  decisão custou  cutucar um grão bichado
Ele se desintegrou enquanto voou no espaço

Ela não imaginava que seria tão rápido
(continua)
Jane Costa de Souza  autor

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Divagações
(fragmento)
Fêmea, atrevida, engraçada, fútil
Ética, esteta, engajada, útil
As notícias me decidem que manchete seguirei
(...)
Renasço (...) em vestes divergentes
Aparentes apenas
Sei-me ser sempre a mesma

Intrigo alguns animais humanos
Alguns me rogam pragas
Outros me amam
(...)
Adoro ser assim
Enfim, gostar de mim
O princípio e o fim de tudo em que acredito
(continua)
Jane Costa de Souza  autor


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sexta-feira, 14 de setembro de 2018


Estranhezas
(fragmento)
Tornei-me  divergente de mim própria
(...)
Contradigo  dogmas
(...)
Provocando o  último suspiro
Do que foi desejado

Sobreviveu um eu vazio
Ressuscitado a  um bendito fôlego

(...)
Não mais distribuo conselhos
Assim, não farei mais mal a ninguém
Quanto a mim?
Quanto mais me ludibriarei?
Ainda não sei
(continua)
Jane Costa de Souza   autor

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Estranhezas
(fragmento)
Eu nasci (...)
(...)
Fiquei preenchendo os anos
Na hora dum dia fui procurar meu mundo
Não o achei
(...) nunca achei que tinha me encontrado onde eu estava
(...)
E
Continua tudo igual
Sou assim, vou morrer assim
Finjindo mentiras porque não sei as verdades
(...)
Do que me importou, nada importou
(...) não gostei do que “gostava”
É assim que sou
Sempre intrinsecamente igual ao que não sou

Difícil alguém entender que não sou
(...)
Mas
Com certeza não sou
(continua)
Jane Costa de Souza autor

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Passatempo
(fragmento)
...
Mexendo a omelete, falo alto
“Mais ou menos”
Não é a omelete; ela está no ponto
(...)
Juntando-se aos sons velhos da cozinha previsível
Quando digo mais ou menos
Sequer pensando  no objeto da declaração
Sem dúvida
Com toda a certeza
Algo está a menos
(continua)
Jane Costa de Souza   autor

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quarta-feira, 12 de setembro de 2018


(fragmento)
(...)
Falava baixinho a criança
Quando falava tinha medo
Muito medo
(...)
Olhava o Jesus na parede do quarto
Pedia a Ele perdão
Sem entender, apenas imitando alguma beata
(...)
E como não perdeu nenhum sapatinho de cristal
E como  não veio nenhum príncipe encantado
Ela demorou para perceber que era grande
(...)
Descobriu até que tudo podia
(...)

Vê os  bem-quereres que bem sente
Vê que distribui o que tem
Recebe, recebe sim
Lembra e esquece
Ama e ama
(continua)
Jane Costa de Souza   autor


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Confissões
(fragmento)
(...)  Quero a quietude desta sala.  Letras não falam, sílabas não, palavras não.
 Não quero convencer.  Não sou político, pastor, vendedor.   Sou professor em retiro.  (...) sem palavras que exigem eu as use em meu atormentado pensamento  (...) , não quero o eco de minha voz nos ouvidos  do meu raciocínio.  Não quero me tentando  compreender.  (...) 
Quero falar de pizza,  café, cerveja, um cigarro na porta do bar.   Só isso que quero.  Pode ser?
(continua)
Jane Costa de Souza    autor 

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Divagações
(fragmento)
Vai-te esperança abandonada
(...) voltarei ao útero do começo
Esperarei o meu  aborto, para nada recomeçar

Vai-te esperança abandonada
(...)
Muitos virão para te acompanhar
(...)  novos sonhos
(...) eu,  na minha insônia eterna
Meus olhos não se fecham
Medo de não abri-los mais
(continua)
Jane Costa de Souza autor

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domingo, 9 de setembro de 2018


Veneno
(fragmento)

(...)
Sai a coisa da cômoda velha e empoeirada
(...)  pica vingativa
(...)
Assim se regozija
Dando o golpe traidor em minha dor

(...)
Tanta maldade no  ataque vil
(...)
Convencida de levar-me ao covil
Aquele, onde minh´alma  me morria pouco a pouco

Salvei-me

Os pulmões (...)
Cospem a peçonha
(...)

Fora o lixo de amarelados papéis
Impuros, falsos, mal representados
Que incubaram falsas relíquias

(...)
Solidão desinfetada  ganha graça e bem querida paz
Solidão torna-se benfazeja
Tenho tantos amores eternizados
Do que mais preciso para me bastar?
(..)
Isso de guardar papeizinhos é coisa de menina no banco escolar
(continua)
Jane Costa de Souza   autor

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