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quinta-feira, 21 de setembro de 2017








(fragmento)
(...)
(...) naquelas noites
(...) tocava a noite enquanto te esperava
Para te tocar
(...)
Eu e o fusca verde obediente
(...)
Naquele dia,, digo, naquela madrugada
Alguém que não sabia de amor
(...)
Chamou a delegacia
Luzes nos meus olhos me pararam
Eu e o fusca ofuscado
(...) saías
Não lembrou que existíamos
Eu e o fusca obediente
(...)
Fomos para a delegacia
Eu e o fusca revistado
Era tempo de ditadura
Não havia bandido na rua, havia repressão
E lá, como eu era apenas uma mocinha apaixonada
O delegado me mandou para casa dormir
(...)
Foi assim
Não raro eu te perdia
(...)
A polícia foi só uma vez
Outras estranhezas aconteceram
Eu no meu fusca seguidor
(continua)
Jane Costa de Souza autor


(MINHA POESIA EM VERSO E PROSA blogspot
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