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sábado, 11 de agosto de 2018


Di.vagar
(fragmento)
(...) ela, rodeada de cerca viva onde os hibiscos a coloriam.  O grande gramado lindo, as palmeiras aqui e  ali me davam folhas para enfeitar a casa inteira.  Mamõezinhos cresciam das sementes que eu jogava. Tudo lindo.  ...O perfeito paraíso tornou-se beleza  de solidão ...  Abandonei minha bicicleta ao relento. ...  acabou, tipo “comprar cigarro na esquina”  e não voltar.  ... ficar lá tornou-se um ato de fé, triste.  ... as praias isoladas... Nossa  alcova aberta, se é que possível, assim era,  agora abandonada.  As coisas lá, entulhadas, empoeiradas...  Olho de longe.  ...  Precisa de pintura, há rachaduras.  As portas encostadas, qualquer um pode entrar.  ... aquela,  a principal, está semi destruída... O sonho acaba aí.  ...
Não há mais o que fazer.  Único escape é sair do “transe”... Sei que voltarei lá.  ...  ficará o impasse.  ...  Curiosa espero...  choro...  que dor...  (continua)
Jane Costa de Souza  autor

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