Eu não leio cartas esotéricas, não jogo búzios, não vejo coisas em
bolas de cristal.
Eu leio vidas.
Sou um ladrão de ideias.
Transformo-as em outras ou as continuo.
Talvez crie novas.
Sou parte da memória coletiva dos poetas, escritores, cronistas,
críticos de todas as artes, de todas as políticas, historiadores, filósofos,
jornalistas, repórteres, colunistas sociais, letristas, repentistas,
novelistas. Ah, não escapam os que
revelam pensamentos intrigantes, inteligentes,
inéditos. Não escapam os ladrões
de atenção, nas esquinas, nas calçadas, nos portões, nos telefones, nos
ambientes fechados. Sejam fofoqueiros,
pedintes, velhos solitários mendigando uma palavrinha. Sejam doentes na cama do
hospital ou tomando sol na praça, caixas do comércio, de saco cheio com a
monotonia de suas vidas, precisando falar delas. Eu os “leio” todos, nos
livros, nos gestos, nas palavras ditas, nas “contarias” e não me contenho em invadir
o que não escrevem e fazê-lo eu.
Talvez eu
provoque sentimentos diversos ou nenhum, com minha arquitetura de palavras.
Sou um ser
único, sou um ser múltiplo, moldado em massa que não endurece, que se
transforma na composição modificada pela adesão de outras.
Sou um
plagiador que não pode ser condenado.
Jane Costa de Souza autot
Veersando em Prosa e Verso, pode ser adquirida na Amazon/Kindle, submarino, Americana, na forma e.book ou física.
Nenhum comentário:
Postar um comentário