(fragmento)
(...)
Todo o fim é melancólico
O último fio de linha do
último retrós da costureira
O último tijolo que o
pedreiro assenta sem terminar a construção
A última cadeira na mudança
da casa perdida no leilão
O último gaze disponível no
hospital da “democracia”
O último dia de aula na
escola morta pela bala perdida
O último saco de lixo que
derrubou a favela desfavorecida
Tanto fim melancólico!
(...)
Todo o fim é melancólico
O último sorriso que cansou
de esperançar
O último abraço que cansou de
amar
A última certeza cujo prazo
de validade expirou
A última festa que nada mais
quer comemorar
O último verso, do último
poema, do poeta que não escreverá mais
O último suspiro para a
plateia que diz “descanse em paz”
(cocntinua)
Jane Costa de Souza autor
MINHA POSIA EM PROSA E VERBO blogspot
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as minhas postagens são fragmentos; a íntegra será publicada em livro e online - imagens não produzidas por mim ou sob licença
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