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segunda-feira, 12 de novembro de 2018


Medo
Algumas poções ao dia
A cada gole, expectativa
Vai abrandar, desacelerar
Desistirá de mim?
O medo?
(...)
Porei nos trilhos o trem carregando grãos
Ou
Virá ele poderoso comigo trombar?
Encontrando-me escondida
Na minha choupana vulnerável
Fazendo minha tumba debaixo de farelos
 (...)
Nenhuma funilaria consertará minha carroceria
Virá o bicho escuro fazer o reboque
Serei enfim comprimida
Eu que já na cova me afogara
Reciclagem
Não valerei nada
Porcaria

Medo!

Jane Costa de Souza  autor



(minha poesia em verso e prosa blogspot
jane costa de souza autor facebook
(todas minhas postagens são fragmentos; a íntegra será publicada em livro e online - imagens não produzidas por mim ou sob licença
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