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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

 (fragmento)

Os lenços dela me assombram

Encantam-me

Quase espero a sinfonia

A cobra venenosa sair dançando

Dos lenços dela

 

Vieram num prazer tardio dela

Aqueles lenços?

Nunca soube tal apreciação

Colocava-os no pescoço?

Nos cabelos?

No bolso da lapela?

(continua)
Jane Costa de Souza    Versando em Prosa e Verso

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