Infância
Nada a atribula, nem a atropela
O fardo, se o carrega, esquece
Quando a carícia lhe toca o cabelo
Distrai comer o ranho do nariz
Não sabe a palavra infeliz
Faz do papel amassado brinquedo
Mexe, remexe, vê o que só ela vê
Um passarinho
Um barquinho, uma bolinha
Tanto faz
Um dia vai lembrar
Vai rir, vai chorar
Vai gostar, vai detestar
Infância-criança
Tem vida curta
Procurar-se-á onde se
esconde
Sabendo que não vai achar
Jane Costa de Souza autor
MINHA POESIA EM PROSA E VERSO blogspot
JANE COSTA DE SOUZA facebook autor
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