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sábado, 25 de maio de 2019

(NA ÍNTEGRA):
Crítico, risível, versátil
Toca, dança, engole fogo
Em  ironia é hábil
O tolo, o bobo da corte
Ri com gosto dos que dele riem
Pensam que é de si o escárnio
Diverte-se com a ignorância alheia
O palhaço sábio
Gargalha na cara deles
Dos idiotas enfeitados

Bobo de muitas cortes de reinos falidos
Cansou de pintar a máscara na cara
Pela última vez a esfregou com força
Olhou-se
Nunca mais se vira
Não mais se sabia
Ninguém nunca o soubera
Refestelou-se na plateia
Livre, sem dar daquele dia o espetáculo

Todos esperaram a diversão
Todos esperaram o infeliz
Teria morrido em alguma cortina enrolado?
Era preciso um outro arlequim
O que fazer dos ovos que lhe jogavam ao fim?
Aturdidos, os nobres, as damas se perguntavam
O que agora fazer em suas noites inúteis?
Ele mostrava-se consternado
Saiu cabisbaixo, fingindo ser um deles

Na rua, sai piruentando no chão de estrelas
A lua admirando tanta habilidade
Podia agora rir de verdade
E como ria o tolo sábio
Com a cara que não conheciam
Mas que era sua
Sempre fora
Jane Costa de Souza (autor)  

 MINHA POESIA EM PROSA E VERSO blogspot
JANE COSTA DE SOUZA facebook autor
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